sexta-feira, 16 de março de 2012
Confusion.
E tão relativo, quando o sorriso se afrouxa, é porque tu foi embora.
E eu não queria dizer até amanha. Eu não queria muita coisa...
E aonde eu estava este tempo todo, me distraindo, colhendo cicatrizes, eu estava te procurando! Eu costumo confundir, eu tenho medo, não sei lidar.
Essa noite, vai ser que nem as demais, regadas de saudade, daquilo que nunca se teve.
Mas isso tudo é um paradoxo.
O Enigma é teu, tem o teu nome, que eu mesmo me complico em dizer.
Sobre querer ter, eu quero! Sobre viver, tenho medo, sobre eu e tu ? Outro enigma, outra senha
São esquinas que, sem alto-falantes, emitem sons de toda sorte, e muitos deles, infelizmente, são de uma voz familiar. São suspiros aos quais estou assustadoramente acostumado. Tenho uma permanente impressão de que esses sussurros já muito me esquentaram os ouvidos, em outros noites parecidas com a de hoje. Aí eu luto para não perder a concentração nesses sons, não me soltar da corda que me aponta a direção da saída mais próxima. Desconcentrado, tudo que cuidadosamente orbita meu coração sem bater nas minhas costelas perde o controle e aí tudo que sinto é uma dor interna intermitente que segue cada batida do bumbo de uma música triste qualquer.
Desconcentrado, agarro-me ao trinco da primeira porta que eu encontro. E sempre acabo no mesmo quarto, na frente do mesmo computador, ouvindo as mesmas músicas, ínsone.
E o que eu sinto é o tal do amor. Aquele surrado, mal-falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto.
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